1 de out. de 2015

INSTABILIDADE ATLANTOAXIAL EM CÃES: FISIOPATOLOGIA, ABORDAGENS CLÍNICO-CIRÚRGICAS E PROGNÓSTICO

http://www.fmvz.unesp.br/rvz/index.php/rvz/article/view/739/613

 Carolina Camargo Zani, Paulo Vinícius Tertuliano Marinho. Bruno Watanabe Minto,Tiago Barbalho Lima, Paola Castro Moraes, José Luiz Laus

 Vet. e Zootec. 2015 jun.; 22(2): 163-182

 RESUMO
 A instabilidade da articulação atlantoaxial é uma afecção comum entre cães de raça de pequeno porte, e os sinais clínicos desenvolvem-se com menos de dois anos de idade, geralmente são progressivos e o paciente apresenta hiperestesia cervical, ataxia proprioceptiva, e em casos severos paraplegia. A instabilidade pode gerar subluxação dorsal do axis em relação ao atlas, levando a uma lesão medular em diferentes níveis. Alterações congênitas, como ausência ou hipoplasia do processo odontóide e ligamentos, ou traumáticas, como fraturas do processo odontóide e ruptura dos ligamentos estão envolvidas na fisiopatologia da afecção. O diagnóstico pode ser realizado com auxílio de radiografias lateral e ventrodorsal com a região craniocervical em posição neutra. O tratamento clínico é a escolha primária e faz-se o uso de colar cervical por três meses, confinamento e corticosteróides. Exceção a este tratamento são pacientes com apresentação clínica severa ou refratários ao tratamento conservativo, nestes casos indica-se a cirurgia para estabilização por meio de abordagens ventrais ou dorsais. Observou-se que as técnicas cirúrgicas ventrais apresentam maiores índices de sucesso e menores recorrências de recidivas, contudo, as estabilizações cirúrgicas continuam a ser um desafio pela elevada taxa de complicações e óbitos transoperatórios.

 ABSTRACT 
The instability of the atlantoaxial joint is a common condition among dogs small breed, and clinical signs are developed under two years of age, are usually progressive and the patient presents cervical hyperesthesia, ataxia proprioceptive, and in severe cases tetraplegia. The instability can generate subluxation dorsal of axis in relation to the atlas, leading to spinal cord injury at different levels. Congenital abnormalities, such as absence or hypoplasia of the odontoid process and ligaments, or traumatic, such as fractures of the odontoid process and rupture of ligaments are involved in the pathophysiology of the disease. The diagnosis can be performed with the aid of lateral X-rays with the DV region craniocervical in neutral position. Clinical treatment is the primary choice and makes the use of cervical collar for three months confinement and corticosteroids. Exception to this treatment are patients with severe clinical presentation or refractory to conservative treatment in these cases is indicated surgery to stabilize through the ventral or dorsal approaches. It was observed that the ventral surgical techniques have higher success rates and lower recurrence of relapse, however, surgical stabilization remains a challenge due to high rate of intraoperative complications and death

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