7 de out de 2015

Observações clinicocirúrgicas em fraturas e luxações vertebrais toracolombares em cães

 http://www.scielo.br/pdf/abmvz/v67n4/0102-0935-abmvz-67-04-00961.pdf

B.M. Araújo , A.C. Silva , M.L. Figueiredo , T.H.T. Fernandes , D. Baraúna Junior , M.A. Bonelli , C.C. Diogo , M.M.A. Amorim , E.A. Tudury

 Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v.67, n.4, p.961-968, 2015

RESUMO
 Objetivou-se avaliar as implicações e os resultados obtidos frente aos tratamentos conservativo e cirúrgico em 37 cães sem distinção de sexo, raça ou idade, que apresentaram fraturas e luxações vertebrais (FLV) toracolombares. Cada paciente passou por anamnese, seguida por exames clínico, neurológico e radiográficos para se obter o diagnóstico neuroanatômico e a severidade da lesão. Os cães foram submetidos ao tratamento conservativo ou cirúrgico de acordo com as características de cada caso. Dos 37 animais deste estudo, 37,7% tinham percepção de dor profunda (PDP) intacta. Vinte animais foram submetidos ao tratamento conservativo, 14 ao tratamento cirúrgico e três animais faleceram antes do tratamento. Dos animais que mantiveram a PDP intacta, a taxa de recuperação foi de 100%, com tempo de recuperação total variando de sete a 75 dias, ao passo que, dos animais que perderam a PDP, nenhum recuperou a deambulação voluntária. Dos 14 animais operados, 42,8% apresentaram alterações vertebrais não visibilizadas ao exame radiográfico convencional, sendo necessária mudança na técnica cirúrgica planejada em 14,2% desses casos. Nos animais que mantiveram a PDP, não houve diferença significante nas taxas nem no tempo de recuperação da deambulação voluntária, independentemente do tipo de tratamento. Entretanto, houve diferença altamente significante entre os graus que mantiveram a PDP intacta com os animais que perderam a percepção de dor profunda em relação à taxa de recuperação. A taxa de eutanásia foi menor que em outros trabalhos descritos na literatura. Dos animais sem PDP submetidos ao tratamento conservativo ou cirúrgico, 31,25% readquiriram a capacidade de caminhar sem recuperar a PDP, sendo essa deambulação involuntária atribuída ao caminhar espinal. 

ABSTRACT 
Our aim of was to study the implications and results associated with conservative and surgical treatment of dogs with thoracolumbar Vertebral fractures and luxations (VFL) so that the information obtained can be used to obtain guidelines that lead to greater recovery rates. For such, 37 dogs presenting VFL were examined, without distinction of sex, breed, or age. Each patient had detailed history obtained, followed by clinical, neurologic and radiographic exams for obtaining neuroanatomic location and severity of the nervous and vertebral lesions. The dogs were submitted to conservative or surgical treatment according to each case. Deep pain perception (DPP) was intact in 37.7% of the 37 dogs in this study. Twenty dogs received conservative treatment, 14 underwent surgery and three dogs died before treatment. Of the dogs with intact DPP, 100% recovered, with a recovery time varying between seven and 75 days, while none of the dogs that lost DPP recovered voluntary motion. Of the 14 dogs submitted to surgery, 42.8% had vertebral lesions that weren't detected using conventional radiography, which demonstrates the low sensitivity of this exam, and led to a need for a change in the planned surgical technique in 14.2% of these cases. In dogs with intact DPP there was no significant difference in time or rate of recovery of voluntary motion, regardless of the treatment method. However, there was a highly significant difference between the dogs which retained and lost DPP regarding recovery rates. The percentage of euthanasia was less than in other reports, probably due to the greater awareness and protectiveness of owners nowadays. Of the dogs without DPP treated either surgically  or conservatively, 31.25% recovered ambulation without recovery of DPP, characterizing this ambulation as involuntary, attributed to spinal walking


1 de out de 2015

INSTABILIDADE ATLANTOAXIAL EM CÃES: FISIOPATOLOGIA, ABORDAGENS CLÍNICO-CIRÚRGICAS E PROGNÓSTICO

http://www.fmvz.unesp.br/rvz/index.php/rvz/article/view/739/613

 Carolina Camargo Zani, Paulo Vinícius Tertuliano Marinho. Bruno Watanabe Minto,Tiago Barbalho Lima, Paola Castro Moraes, José Luiz Laus

 Vet. e Zootec. 2015 jun.; 22(2): 163-182

 RESUMO
 A instabilidade da articulação atlantoaxial é uma afecção comum entre cães de raça de pequeno porte, e os sinais clínicos desenvolvem-se com menos de dois anos de idade, geralmente são progressivos e o paciente apresenta hiperestesia cervical, ataxia proprioceptiva, e em casos severos paraplegia. A instabilidade pode gerar subluxação dorsal do axis em relação ao atlas, levando a uma lesão medular em diferentes níveis. Alterações congênitas, como ausência ou hipoplasia do processo odontóide e ligamentos, ou traumáticas, como fraturas do processo odontóide e ruptura dos ligamentos estão envolvidas na fisiopatologia da afecção. O diagnóstico pode ser realizado com auxílio de radiografias lateral e ventrodorsal com a região craniocervical em posição neutra. O tratamento clínico é a escolha primária e faz-se o uso de colar cervical por três meses, confinamento e corticosteróides. Exceção a este tratamento são pacientes com apresentação clínica severa ou refratários ao tratamento conservativo, nestes casos indica-se a cirurgia para estabilização por meio de abordagens ventrais ou dorsais. Observou-se que as técnicas cirúrgicas ventrais apresentam maiores índices de sucesso e menores recorrências de recidivas, contudo, as estabilizações cirúrgicas continuam a ser um desafio pela elevada taxa de complicações e óbitos transoperatórios.

 ABSTRACT 
The instability of the atlantoaxial joint is a common condition among dogs small breed, and clinical signs are developed under two years of age, are usually progressive and the patient presents cervical hyperesthesia, ataxia proprioceptive, and in severe cases tetraplegia. The instability can generate subluxation dorsal of axis in relation to the atlas, leading to spinal cord injury at different levels. Congenital abnormalities, such as absence or hypoplasia of the odontoid process and ligaments, or traumatic, such as fractures of the odontoid process and rupture of ligaments are involved in the pathophysiology of the disease. The diagnosis can be performed with the aid of lateral X-rays with the DV region craniocervical in neutral position. Clinical treatment is the primary choice and makes the use of cervical collar for three months confinement and corticosteroids. Exception to this treatment are patients with severe clinical presentation or refractory to conservative treatment in these cases is indicated surgery to stabilize through the ventral or dorsal approaches. It was observed that the ventral surgical techniques have higher success rates and lower recurrence of relapse, however, surgical stabilization remains a challenge due to high rate of intraoperative complications and death